34º DOMINGO DO TEMPO COMUM

SOLENIDADE DE CRISTO, REI DO UNIVERSO

   Com alegria, celebramos hoje a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, terminando com ela mais um ano litúrgico. Jesus com sua vida, paixão, morte e ressurreição, torna-se o único e verdadeiro Rei a livrar toda criatura até mesmo dos laços da morte. No entanto, é um rei que não apela para a força das armas, mas sim para a firmeza do amor.

      A primeira leitura tirada de Daniel 7,33-14, mostra na visão das bestas um juiz diante de um anciãos sentado em um trono, rodeado de glória e poder eternos. Imediatamente se apresenta um “filho de homem” ao qual se dá todo o poder.

   Com o tempo, os judeus deram o título de “filho do homem” ao Messias prometido pois esperavam que viesse de Deus e que fosse muito humano para que se solidarizasse com seus sofrimentos. Posteriormente, Jesus se identificou com valentia como “Filho do Homem” diante de Caifás e do Conselho de Anciãos, afirmando assim que ele era o Messias esperado. Caifás tomou essa afirmação de Jesus como uma blasfêmia (Mt 26,64-66). Essa visão de Daniel é uma das mais belas profecias do Messias prometido. Jesus une a natureza divina do Filho de Deus com a natureza humana do Filho do Homem.

   No Evangelho de João 18,33-37, Jesus mostra sua autoridade diante de Pilatos e afirma: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo (Jo 18,37). Jesus só admitiu ser rei no tribunal de sua sentença, sua coroa foi de espinhos e o povo o reconheceu como rei dos judeus na cruz.

   Senhor, reconhecemo-lo como rei dos reis e queremos que reine sempre em nossa história. É rei de misericórdia, tanto para os que procuram segui-lo com fidelidade como para os que o abandonam. É profeta do Reino de Deus e nos assegura que Deus já reina em nós.

   Como seguidores seus e membros de seu corpo vivo e atuante na história, desejamos continuar sua triple missão de profeta, sacerdote e rei-pastor. Queremos seguir seu estilo de governar; ajude-nos a ser líderes que o levem a outros necessitados da palavra, para juntos construir a Civilização do Amor com espírito de justiça, paz, serviço e corresponsabilidade.

   A segunda leitura tirada do Apocalipse 1,5-8, apresenta Jesus como o Senhor do tempo e da história, o principio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo  de felicidade, de vida e de paz.

   Portanto, o reino de Jesus não é o de Pilatos. O prefeito vive para extrair as riquezas dos povos e leva-las para Roma. Jesus vive “para ser testemunha da verdade”. Sua vida é todo um desafio: “Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Pilatos não é da verdade. Não escuta a voz de Jesus. Dentro de algumas horas tentará apaga-la para sempre. O seguidor de Jesus não “guardião” da verdade, mas testemunha.

   O seguidor de Jesus não impõe sua doutrina, não controla a fé dos outros, não pretende ter razão em tudo. Vive convertendo-se a Jesus, transmite a atração que sente por Ele, ajuda a olhar para o Evangelho, introduz em toda parte a verdade de Jesus.

+Dom Junior de Jesus (Bispo Eleito)