Solenidade da Assunção da Virgem Maria

                                                                                             ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

 

  A liturgia de hoje celebra a Virgem Maria elevada ao céu em corpo e alma. Com Maria celebramos também nossa esperança no grande encontro com o Senhor, um encontro que já começa nesta vida, mas que se completa na eternidade. Carinhosamente, trago nesta homilia de hoje, as vidas e os carismas dos consagrados e consagradas que sejam todos abençoados. 

   Como já era sabido que Jesus Cristo, Deus e Homem, terminasse sua presença física na terra vencendo a morte e ressuscitasse como “o primeiro de todos os que morreram”, como diz São Paulo.

   Maria, ao contrário, ara totalmente deste mundo e  igual a nós. Deus porém, a chamou dentre todas as criaturas humanas para ser a mãe de seu Filho Jesus e em virtude dessa vocação Maria foi preservada de todo pecado, coroada de toda graça e mais do que ninguém participou de maneira especial na obra redentora de seu filho.

   Irmãos e irmãs, como Bispo da Igreja Vetero Católica Fidelitas afirmo, é por isso que Maria, na frente de todos que são de Cristo, por um privilégio especial, já vive na glória do Reino, em corpo e alma, unida a vida nova do seu filho ressuscitado, conforme rezamos no prefácio da Missa de hoje: “Hoje, a Virgem Maria, mãe de Deus, foi elevada a glória do céu. Pois, Deus preservou da corrupção da morte aquela que gerou de modo inefável seu Filho feito Homem, autor de toda vida”.

   No Evangelho de Hoje, Isabel recebe a visita de Maria e a acolhe como a Mãe do Salvador: “Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Isabel completa assim a primeira “Ave Maria”, iniciada pelo Anjo Gabriel, seguida por milhões de outras “Ave-marias”, rezadas pelo povo de Deus até os dias de hoje. Isabel, ainda, exalta a fé da Virgem de Nazaré: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

   Maria responde a saudação de Isabel com o Magnificat, um cântico de ação de graças e louvor a Deus por ter olhado para a humildade de sua serva e realizado grandes coisas em seu favor.  Como Bispo Eleito, digo a você que está lendo essa homilia, a festa de hoje é, sobretudo, uma festa de admiração, de louvor, de alegria, e com o que mais precisamos neste tempo de pandemia e incertezas, de esperança ao ver as maravilhas feitas por Deus em Maria.

  Portanto, a celebração de hoje nos ensina que, a Virgem Maria, que já alcançou a meta para a qual tendemos todos nós, garante-nos que a morte não é a última palavra. Cristo venceu definitivamente a morte. Aqui, peço a você que está lendo essa homilia, reze nesse momento em solidariedade, uma Ave-Maria, por todas as vítimas da Covid-19, com a firmeza de fé de que, a morte é uma passagem para a vida, para a bem-aventurança eterna para aqueles que se empenham neste mundo em favor da vida, da justiça, da verdade e se esforçam por orientar a sua vida os ensinamentos de Cristo, de acordo com o pedido de Maria aos serventes, nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

   Enfim, ao longo desta semana oremos por todas as Igrejas cristãs, encarregadas, como Maria, de levar Cristo ao mundo, guiadas pelo Espírito Santo. Que a pregação de cada ministério, neste mundo, possa transformar as dores e preocupações em esperança. Rezemos por todas as famílias ameaçadas pelos dragões da nossa época: indiferença, medo, pandemias, polarização política, fake News, perseguições, etc. 

Salve Maria.

+Dom Junior de Jesus