QUARTO DOMINGO DO ADVENTO

   Nossa esperança tem nome: Jesus Cristo, o Filho bendito da Virgem Maria. Nele, por Ele, para Ele, converge todo o nosso existir. Já bem próximo do Natal, sigamos o exemplo de Nossa Senhora acolhendo o Salvador em nossos corações, em nossa família, nossa comunidade e nossa cidade.

   A primeira leitura (2 Samuel 7,1-5.8-12.16), apresenta a promessa de Deus a Davi. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plena. A promessa de Deus irá concretizar-se num filho de Davi, através do qual Deus oferece ao seu povo a estabilidade, a segurança, a paz, a abundancia, a fecundidade, a felicidade sem fim.

   No Evangelho (Lucas 1, 26-38), nós lemos o anuncio da justiça de Deus que chegará no Natal, que é Cristo, pois Cristo é o Reino. A humanidade santíssima de Jesus é o lugar onde Deus reina plenamente. Jesus mesmo é rei e a um rei compete exercer principalmente a justiça. “Ele será grande e chamar-se Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc, 1, 32-33). O Evangelho também destaca-se o momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitiva. Mostra como a concretização do projeto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer sim ao projeto de Deus, acolher Jesus e apresenta-lo ao mundo.

   A segunda Leitura (Romanos 16, 25-27), chama a esse projeto de Salvação, preparado por Deus desde de sempre, o mistério, e, sobretudo, garante que esse projeto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.

   Portanto, hoje acendemos a quarta vela da Coroa do Advento. A prendemos mais uma vez a caminhar numa teimosa esperança, educando-nos para depositar nossa confiança mais em Deus e menos em nós. Ele foi e continuará sendo o nosso guia, ajudando-nos a encontrar luz na obscuridade deste mundo.

   Às vésperas do Natal, vamos mais uma vez renovar nossa matricula na Escola de Belém, onde o Senhor feito criança, frágil, pequena e desprotegida, nos ensina a força da bondade e da ternura. Neste ano em que vivemos sob a sombra de uma grave pandemia, a espiritualidade do natal parece como remédio salutar para curar nossas dores mais profundas e para mis uma vez nos ensinar a buscarmos a força misteriosa emanada pela frágil figura do Menino Jesus e da fragilidade cuidadosa que o cerca em cada um dos personagens que contemplamos no presépio.

+Dom Junior de Jesus