SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO

   O Advento nos convida a permanecermos firmes na vigilância, aguardando o Senhor, cuja chegada não sabemos quando será. Não se trata, porém, de uma vigilância passiva, mas de colocar em pratica atitudes de conversão, reconciliação, união, amor, justiça e fé. Sob a intercessão da Virgem Maria, em especial neste tempo de pandemia em todo o mundo, participemos das novenas e missas com a intenção maior de nos convertermos a cada dia e nos prepararmos para o encontro com o Senhor que vem.

   A Primeira Leitura (Is 40,1-5,9-11), tomada do chamado “Segundo Isaias”, dá à Palavra de Deus uma tonalidade comovedora ao anunciar aos Israelitas provados por décadas de amargo exilio na Babilônia que finalmente chegou o tempo da libertação: “Consolai o meu povo. Consolai-o, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação das culpas foi cumprida” (40, 1-2). É isso que o Senhor quer também para nós neste tempo do Advento: falar ao coração do Seu Povo e, por seu intermédio, animar a humanidade inteira. A Igreja hoje eleva a voz clamando: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplanai na solidão a estrada de nosso Deus” (Is 40,3).

   No Evangelho (Mc 1, 1-18), João Batista convida os seus contemporâneos a acolher o Messias libertador. A missão do Messias, diz João, será oferecer a todos os homens esse Espírito de Deus que gera vida nova e permite ao homem viver numa dinâmica de amor e de liberdade. No entanto, só poderá estar aberto à proposta do Messias quem tiver percorrido um autêntico caminho de conversão, de transformação, de mudança de vida e de mentalidade.

   Na Segunda Leitura (2Pd 3,8-14), São Pedro procura consolar os cristãos que não viam chegar aquele Senhor a quem suplicavam “Maranatá”, Vem, Senhor Jesus! Passavam os dias, vinham as perseguições, o Senhor parecia tardar retornar em glória. São Pedro os conforta asseverando que “o Senhor não tarda a cumprir a promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para conosco” (1Pd 3, 9).

   Portanto, a liturgia deste Domingo nos exorta com as palavras de Pedro: “O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça. Vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida simples e sem mancha, e em paz” (1P 3, 13-14).

Confiemos à intercessão da Virgem Maria a nossa esperança de paz e de salvação. Vem, Senhor Jesus.

+Dom Junior de Jesus