DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

 Com esta celebração, iniciamos a Semana Santa rumo à Páscoa do Senhor. Ao contemplarmos Jesus ingressando em Jerusalém, somo convidados a reconhecer que Ele é verdadeiramente o Senhor, mas, um Senhor que ultrapassa o jeito humano de compreender, pois vem montado num jumentinho, entrega-se livremente nas mãos dos algozes e morre injustamente na cruz. Com isso, Ele não apenas assume para Si a figura do Servo Sofredor, como também manifesta de modo definitivo que sua divindade, exceto no pecado, assume, por amor, a nossa humanidade.

   A primeira leitura (Isaías 50, 4-7), apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da Salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, Com teimosa fidelidade, os projetos de Deus.

   O Evangelho (Marcos 15, 1-39), convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, afim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus. Esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.

   A segunda Leitura (Filipenses 2,6-11), mostra-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho da vida que a Palavra nos propõe.

   Portanto, celebrar a paixão e a morte de Jesus é contemplar um Deus a quem o amor tornou frágil. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, experimentou a angustia e o pavor diante da morte; e estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amor. Desse amor resultou a vida plena, que Ele quis repartir conosco “até ao fim dos tempos”.

+Dom Júnior de Jesus