31º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O RESUMO DA LEI

 

    A liturgia deste Domingo diz-nos que o amor está no centro da experiência cristã. O caminho da fé que, dia a dia, somos convidados a percorrer, resume-se no amor a Deus  e no amor aos irmãos.

   A primeira leitura tirada de (Deuteronômio 6,2-6), faz um convite para que você deixe que a frase “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”! (V. 4) ressoe em seu coração. Observe o que se segue: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças(v.5), ou seja, comprometendo a totalidade do seu ser.

 

   Estamos diante da mais celebre profissão de fé do Antigo Testamento. Os judeus piedosos fizeram essa oração, chamada Shemah, varias vezes a cada dia, durante séculos. Ore você completando as seguintes frases inspiradas no Shemah:

“Meu Deus, quero escutá-lo especialmente para……………………………………………………………………………………….

Quero amá-lo com todo o coração, porém me custa muito…………………………

Para amá-lo com toda a minha mente, necessito que me ajudes a…………………

Entrego-lhe todas as minhas capacidades, energia e forças para………………….

Guarde em meu coração sua palavra para que me guie quando……………………

Conceda-me nunca o perder de vista especialmente………………………………..

Senhor, você me faz ser feliz, particularmente” …………………………………………….

   Ao finalizar sua oração, pense em um meio criativo para recordar seu amor a Deus em todas as decisões importantes de sua vida.

   O Evangelho de (Marcos 12,28-34), diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a experiência de fé do discípulo de Jesus se resume no amor. Amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Todo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.

      A segunda leitura de extraída de Hebreus 7,23-28, nos faz recorda da primeira oração eucarística, depois da consagração, o sacerdote ora com as seguintes palavras:

   “Olhe com os olhos de bondade esta oferenda e aceite-a, como aceitou os dons do justo Abel, o sacrifício de Abraão, nosso pai na fé, e a oblação pura deste sumo sacerdote Melquisedec”.

   Melquesedec aparece no Gênesis oferecendo um sacrifício de pão e vinho a Deus, uma oferenda pura (Gn.14,17-20). Por isso, e pelo fato de não ser da tribo de Levi, é considerado precursor de Jesus, segundo o anunciado no Salmo 109[110],4.

   A partir de Jesus, seu sacerdócio prevalece sobre qualquer outro, pois ele é a oferenda perfeita para sempre, “pela sua imortalidade” na ressurreição (Hb.7,16). Assim se cumpre a profecia messiânica no Salmo 109[110]: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec”.

  Portanto, de acordo o exemplo de Jesus, o amor a Deus passa, pela a escuta da sua Palavra, pelo o acolhimento das suas propostas e pela obediência total dos seus projetos para mim próprio, para a igreja, para a minha comunidade e para o mundo. E o amor aos irmãos? Segundo o testemunho de Jesus, o amor aos irmãos passa por prestar atenção a cada homem ou mulher com quem me encontro pelos caminhos da vida, por sentir-me solidário com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, por partilhar as desilusões e esperanças do meu próximo, para fazer da minha vida um dom total a todos.

+Dom Junior de Jesus (Bispo Eleito)